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Bertioga inaugura 1º projeto piloto de tratamento de resíduos do Estado de SP em parceria com o IPT

04 de julho de 2018

Novos equipamentos aumentarão poder de reciclagem da Cidade, que já é a campeã da Baixada Santista
 
Bertioga inaugura três importantes equipamentos em seu Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Esse é o primeiro projeto piloto para tratamento de resíduos sólidos do Estado de São Paulo, que engloba toda a cadeia do resíduo sólido domiciliar, desde a mudança na forma de segregação na origem, semimecanização do sistema de triagem dos recicláveis, um biodigestor e um incinerador. O projeto, parceria da Prefeitura com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), tem investimentos de cerca de R$ 9 milhões de reais.
 
Os novos equipamentos aumentarão a capacidade de reciclagem de resíduos sólidos da Cidade, que já é a que mais recicla entre os municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, cerca de 3,5% de todo o lixo produzido.
 
Separadora mecânica – Os equipamentos devem aumentar em 40 toneladas a capacidade de separação de resíduos para reciclagem, passando para 120 toneladas por mês. O resíduo é colocado na esteira que entra em um rasga saco, deixando os resíduos soltos, após é direcionado por meio de uma esteira para o separador mecânico, chamado de trommel, que é composto por peneiras. O material retido na peneira segue para uma esteira onde serão triados pelos 31 cooperados da Cooperativa de Reciclagem de Sucatas União Bertioga (COORB). Todos os resíduos sólidos recicláveis coletados vão para cooperativa, gerando renda.
Biodigestor – Trata matéria orgânica, reduzindo seu volume em ate 70%. No final do processo, há dois produtos: um composto para ser usado em áreas verdes da Cidade e a produção de BIOGÁS (biogás será enviado a um gerador que o transforma em energia). O equipamento deve produzir biogás suficiente para manter o funcionamento dos equipamentos e do Terminal de Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Bertioga.
 
Incinerador – Com capacidade para incinerar cinco quilos de rejeitos/hora (materiais que não podem ser reciclados, como papel higiênico, absorventes e fraldas). Na operação do sistema será acoplado o laboratório móvel com sensores e medidores para analisar os gases emitidos em todo o processo.
 
RECICLOS
Os resíduos sólidos envolvidos no projeto estão sendo coletados em uma área amostral da Cidade. Cerca de 500 residências de trecho entre as ruas Ayrton Senna, Estevão da Costa e John Wolthers e Avenida Anchieta que não recebem mais a visita do caminhão de lixo na modalidade porta a porta para coletar o descarte.
 
No local, a coleta dos resíduos é realizada em 03 frações: orgânico, rejeito e o reciclável. Foram instaladas 14 duplas de contêineres com capacidade de mil litros para coleta de resíduos, sendo os de sinalização verde para os orgânicos e os recipientes cinza para rejeitos não aproveitáveis. Já para os recicláveis, há quatro pontos de descarte, com capacidade para 2.500 litros e sinalização na cor azul.
Desde o início de junho, moradores e comerciantes devem despejar de forma correta os materiais descartados diretamente nos contêineres. A intenção do projeto é aprofundar estudo para que esse sistema de coleta seja expandido para todo o Município.
 
Na primeira semana de julho, a Prefeitura e o IPT realizaram um estudo de “gravimetria”, que tem como objetivo analisar como a separação está sendo feita na área amostral.
 
No mês de agosto, a Prefeitura e o IPT farão o 1º Forum de Resíduos Sólidos de Bertioga. Na oportunidade, serão apresentados os primeiros resultados do projeto.