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Forte São João é cenário de estudo sobre história militar

13 de agosto de 2019

O Forte São João, primeira fortificação do Brasil, participa nesta quarta-feira (14) da IX Jornada de Estudos de História Militar, organizada pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, Centro de Estudos e Pesquisa de História Militar do Exército, Fundação Cultural Exército Brasileiro e pelo Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército. O evento, inicia às 15h30, no Forte, e é aberto ao público.
 
Segundo os organizadores, o objetivo do encontro, que tem o tema: “A Presença e a Ação Militar na Capitânia de São Vicente, berço da defesa do Brasil”, é divulgar a história militar brasileira, incrementar a presença do Exército junto à comunidade acadêmica e a instituições ligadas à cultura militar, além de incentivar o desenvolvimento de cultura das artes militares. O Forte dos Andradas e a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande também participam da programação.
 
PRESENÇA MILITAR NA REGIÃO
 
A presença militar na Baixada Santista começou em 1532, com a fundação da Vila de São Vicente, por Martin Afonso de Sousa. A ocupação e manutenção, embora com objetivos comerciais e de propagação da fé cristã, assemelhava-se a uma operação militar.
 
Os conflitos entre os portugueses e os indígenas do litoral norte paulista aconteciam na “Barra da Bertioga”. Para defender a vila próxima de São Vicente do ataque dos índios Tamoios, foram levantadas por Martim Afonso de Sousa as duas primeiras fortificações da capitania vicentina: o Forte de São Tiago (atual Forte São João) e o Forte de São Felipe (localizado no Guarujá), no lado oposto do Canal de Bertioga. Era a linha de divisória entre os territórios das duas nações inimigas: os Tupiniquins, aliados dos portugueses, e os Tamoios, aliados dos franceses.
 
FORTE SÃO JOÃO
 
O Forte é tombado como patrimônio histórico nacional e está na Lista Indicativa de monumentos que concorrem ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Inicialmente chamado de Forte São Tiago, a primeira construção era de paliçada e data de 1532. Já em alvenaria, a construção é de 1547.
 
O forte teve papel importante durante às guerras dos indígenas que viviam entre Bertioga e Ubatuba (Tupiniquins, aliados dos portugueses e os Tupinambás, influenciados historicamente pelos franceses) e foi palco de acontecimentos importantes para a História do Brasil. Em 1563, os jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta se hospedaram por cinco dias, antes de irem para Ubatuba apaziguar os índios revoltados na Confederação dos Tamoios. Foi também de Bertioga que Estácio de Sá e sua esquadra partiram, em 1565, para dar combate aos franceses e fundar a cidade do Rio de Janeiro. Esta expedição marítima garantiu a integridade do território nacional.
 
Passou a ser chamado de Forte de São João a partir de 1765, por conta de uma pequena capela, próxima ao forte, construída em homenagem a São João, hoje padroeiro da Cidade.
 
A estrutura tem formato de polígono retangular com guaritas nas pontas e um terraço, que hoje funciona como mirante para visitantes. No interior, reúne artefatos que contam a história do Brasil, como canhões, armaduras de guerra, fotos, quadros e esculturas.
 
Serviço:
 
O Forte São João fica localizado no Parque dos Tupiniquins (Avenida Vicente de Carvalho, s/nº, Centro). A entrada é gratuita. A visitação acontece de quarta a domingo, das 9 às 18 horas.